Burrice…

sexta-feira, 19 / agosto / 2011

Dizem que é necessário saber rir de si mesmo para ser feliz. Se for verdade, eu devo ser muito, muito feliz.

Update (21/8)

Voltei de novo? Acho que sim. Tem pelo menos dois posts quase terminados aqui. Se vai rolar mais do que isso? Sei lá, mas tô com vontade. No dia que publiquei esse post aqui eu estava vasculhando meu arquivo. E, sinceramente, tem muita porcaria lá. Mas tem um ou outro post que me dá certo orgulho. E de qualquer forma é um registro da minha vida entre 2007 e 2008 que tenho aqui. Sério, vieram muitas memórias legais na minha cabeça das histórias que aconteceram nessa época. Porém 2009 teve poucos posts e 2010 menos ainda, então eu não tenho esse registro. Muita coisa legal que aconteceu, mas isso está apenas na minha cabeça, que para ser honesto, não é lá muito confiável.

Enfim, eu vou parar de enrolar e voltar ao post novo. Esse daqui era originalmente um rascunho de 2009, aparentemente coloquei a 1ª frase pra lembrar depois de escrever o resto, que deveria contar uma história super engraçada que agora eu já esqueci :P.

“Fui picado por uma abelha” e outras histórias

terça-feira, 27 / janeiro / 2009

Há muito tempo atrás, ou nem tanto assim, afinal tenho apenas 20 anos, e há muito tempo atrás eu simplesmente não existia e nem ao menos era cogitado, aliás, sabendo que sou fruto de gravidez não planejada, eu desconfio que sequer fui cogitado realmente, apenas aconteci. Onde eu estava? Ah, sim, há um tempo atrás, que não foi ontem nem anteontem, nem ano passado nem… Ah, já estraguei esse parágrafo!

Novamente, quando eu estava no primeiro ano do ensino médio (tô no terceiro da facul… Façam as contas!), eu morava no interior, e ocorreu que no meu colégio de haver uma feira cultural. E ocorreu que a galera teve a idéia de fazer as barraquinhas com teto de palha, e como era interior e 90% dos meus colegas de turma haviam crescido na roça, ir buscar a palha na mata absolutamente não era má ideia. Na verdade era uma boa ideia, o erro foi me levar junto. Eu. Um cara que cresceu na cidade grande* jogando video game. Sinceramente, tinha como dar certo?

Enfim, estava eu na floresta densa no profundo âmago da Amazonia e… Ok, nem era tão densa assim. Na verdade eu fiquei o tempo todo na trilha, que era larga o suficiente para eu achar o caminho de volta mesmo se estivessemos a meia-noite em dia de lua nova debaixo de um temporal. Mas veja bem, eu cresci numa cidade que só tem ávore no centro**, e eu morava no subúrbio. Então o fato de ter batido em uma caixa de maribondos*** não foi tão surpreendente assim.

Cheguei em casa com cinco picadas na orelha, meio com febre e em uma caçamba de caminhão. Minha mãe pareceu-me um pouco chocada. Mas no outro dia eu levantei e fui pra feira do colégio e tudo transcorreu sem maiores problemas, exceto por ter encontrado minha ex-namorada por lá. Lidar com ex é difícil, ainda mais pra mim, que não sabia lidar com ela nem enquanto a namorava, mas eu levei a situação num boa, até disse um “oi, tudo bem?”, na verdade só a citei aqui, para que o parágrafo chegasse até o final.

Então, onde entra a abelha? Entrou hoje, provavelmente pela janela e pousou no chão da sala perto do computador. Sem que eu a visse, pisei nela. Sim, em plena cidade, num apartamento no terceiro andar. E quer saber, tá doendo. Muito. E eu tô mancando. E eu tava planejando ir no Fórum Social Mundial amanhã, mas tipo, se eu não conseguir andar será meio difícil, eu acho… E eu já paguei… Sim, estou com raiva, muita raiva. Mas não exatamente de quê… A abelha tá morta mesmo.

Notas:****
*
Belém não é uma cidade tão graaande assim, mas também não é qualquer município. Quer dizer, 3 milhões de pessoas se esbarrando em espaço limitado dá um certo status, sabe?
**
Ouvi falar que isso só acontece aqui em Belém, tipo é até engraçado, fora do centro é aquele sol de rachar e no centro fica aquele clima europeu. Mas as árvores tem seu lado ruim também, o prejuízo que há com as quedas de mangas em parabrisas  é tão grande que rola uma lenda de que a manutenção das árvores é mantido com os impostos advindos das oficinas que trocam parabrisas.
***
Maribondo, um bicho tão pervesso quanto a abelha, só que mais feio e incapaz de produzir mel.
****
Tive a idéia de colocar essas notas logo após perder o primeiro parágrafo por explicar minhas explicações. Eu já vi notas em outros blogs e acho que vai funcionar bem por aqui. Tipo em vez de parar para explicar, eu ponho uma nota e explico depois, aí eu não perco minha linha de raciocínio  e talvez tenhamos posts melhores.

Minha Quase-Perfeita Vida….

domingo, 2 / novembro / 2008

Pode ser só um delírio momentaneo causado pela overdose de series que vi nesse fim de semana, mas por algumo motivo eu tô me sentindo bem agora. E realmente acho que não é só pelos episodios de SITCOMS que vi. Apesar que uma temporada e meia de uma e meia de outra realmente me ajudaram a relaxar, eu consigo pensar em várias razões pra me sentir bem.

Eu apenas percebi que já tenho quase tudo o que eu quero. Eu queria ter um carro, queria ter um computador melhor, queria namorar a Fulana, ter uma casa melhor e muitas outras coisas. Mas não me toquei esses desejos indicam que um outro desejo meufoi realizado. Eu sempre quis ser como os outros, fazer parte da multidão. Só que os outros também querem ter carros, computadores, casas e até fulanas ou sicranas, ou mesmo beltranas, etc. É meio bizarro notar que meu desejo de ser normal impediu que eu percebe que sempre fui normal.

Tenho defeitos, mas nada que me impeça de viver, na verdade pode até ajudar. Minha insegurança faz com que eu tente fazer direito, evita que eu erre. Minha distração evita que me preocupe demais, o que provavelnente me salvará de AVC. Até minha preguiça é útil, pois me dá tempo pra pensar.

Acho que o único defeito real que tenho é o fato de não me aceitar como eu sou, de querer me mudar para me encaixar melhor, de ficar pensado em como sou e como deveria ser. Eu sou o que sou,  mais um ser sem qualquer habilidade social tentando se virar. Mais uma peça no quebra-cabeça. Continuarei tentando melhorar, porque sempre há o que melhorar, mas sem aquele sentido de urgencia. Eu não estou transbordando de felicidade, talvez nem feliz esteja, porém eu sei que tô bem agora. Simplesmente bem.

Posso até ser mais sincero se alguém perguntar “Tales, tudo bem?”, aí eu respondo “Tô bem! Sempre pode melhorar, mas até que tá bom do jeito que está”.

Eu gosto de batata frita…

segunda-feira, 13 / outubro / 2008

…daquelas retangulares, não sou muito fã das achatadas pois são crocantes demais. Mas as retangulares, ah… elas têm aquela parte molezinha dentro e são crocante por fora. Só de imaginar eu já sinto o cheiro!

Um fato notável, é que batata-frita é uma coisa constante em minha vida. Eu sempre gostei de batata-frita, desde quando minha mente é capaz de lembrar. É uma coisa constante em mim…

Não sei porque eu sempre quis ter as coisas constantes em minha vida. Os mesmos amigos, a mesma família, as mesmas notas, etc. Até aí nada de novo. Pessoas conservadoras não faltam neste planeta! O estranho é que minha vida nunca foi constante.

Eu sempre fui calado, mas amigos da universidade disseram que eu não sou calado nada por lá. Pronto, já mudei. E nem percebi, pois pra mim eu continuava o mesmo caladão de sempre.

Pensando bem, em todas que mudei, mudei sem perceber. Na 5ª série eu era CDF isolado e sem amigos. Meses seguinte jogava bola com a galera. E só percebi quando me mudei de cidade e perdi tudo isso.

Só percebi o que realmente tava acontecendo com minha primeira namorada quando terminou. Só percebi que fulaninha gostava de mim, quando ela completou um ano com o atual namorado. Só percebi que precisava de gente por perto quando me faltaram amigos. Só percebi que podia ter amigos, quando já os tinha de novo.

Enfim, isto só me leva a concluir que, porra, eu devo ser muito distraído…

PS: Texto não tão reflexivo hoje porque eu queria mudar um pouco e também porque fiz 20 anos hoje! ÊêÊê! Parabens para mim! Ah ganhei uma cesta de café com batata frita, mas é daquelas industiralizadas que ou vem crocante ou mole, nunca os dois como nas batatas tetangulares…

Falta de Atitude

sexta-feira, 15 / agosto / 2008

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Uma coisa que eu sempre gostei foi desenhar. Não que eu saiba desenhar. Quer dizer eu até sei mas num sou muito bom. Tá dentro do meu Karma de ser mediano. O Humor também não á algo em que me destaque. Na tira acima eu se muito bem que só consigo um sorriso tímido. Mais por reconhcimento do meu esforço do que pela piada em si.

Mas eu estou me desviando do que eu quero dizer. E o que eu quero dizer é que descobri uma excessão ao meu Karma. É, existe algo em que não sou mediano, não, eu sou péssimo, péssimo em tomar atitudes. E o principal motivo de ser péssimo é porque eu raramente tomo alguma atitude em relação a nada na vida.

Eu sempre soube que eu era o culpado pela maior parte dos meus problemas, mas finalmente estou me dando conta que o fato deles ainda não terem sido resolvidos é também minha culpa. Ou melhor, é culpa da minha falta de atitude, quer dizer, dá na mesma, não? Olhando por esse lado, talvez esse meu Karma de ser mediano em tudo se exista apenas porque me faltou atitude pra melhorar.

Agora, pensando nisso, eu vejo a foto da minha turma de formando da 8ª série. Eu não lembro nome de metade das pessoas da foto. Mas eu lembro muito bem da garota sentada em frente a mim, a D. Eu lembro que ela morava perto da minha casa e lembro que voltávamos quase todos os dias juntos. Ela não era lá muito bonita, mais era bem simpática, e até rolava um clima entre a gente, mais eu nunca investi nem tentei nada.

Ao meu lado direito, estava V. H., meu melhor amigo daquele ano. Basicamente a nossa amizade começou porque eu era novato na turma (tinha acabado de me mudar de cidade) e como todos achavam que ele era gay, acabamos fazendo um trabalho juntos simplesmente por exclusão. Foi tão legal que ficamos amigos, mesmo eu tambem pensando que ele era. Depois, quando fui na casa dele, eu acabei percebendo que ele era como eu: faltava algo que o impedia de chegar junto das garotas.

Ele descobriu esse algo durante as férias de julho. Pouco depois eu fui com ele ver uma ótica que fabricava lentes de contato. Ele tinha decidido comprar pela primeira vez. E foi ele que sugeriu que eu também comprasse. Ele teve atitude e se tornou popular. Eu? Só tive a mesma atitude 5 anos depois, no início deste ano. A 8ª série acabou, sobrou uma foto de formatura, e acabei perdendo tanto a possível 1ª namorada, como um grande amigo. Faltou-me atitude pra mantê-los e não vi ela desde a formatura e ele eu só vi uma vez no ano seguinte.

No 1º ano na nova escola, eu conheci A.. Ela era esquisita, cdf, e todos caçoavam dela. Ah, ela também gostava de Legião Urbana. Na minha cabeça, parecíamos feitos um para o outro. Mas eu nunca teria tido atitude se um amigo meu não tivesse me “empurrado”. Então eu pedi pra namorar com ela por telefone. Ela não deve ter sentido muita firmeza, e demorou a responder, mas aceitou. Aí 2 semanas depois nós nem nos falávamos mais. E nenhum dos dois sabia o porquê.

Se eu já não tive muita atitude com Aline, piorou depois. Eu vi meu melhor amigo ficar com a garota que eu gostava e não pude fazer nada. Nem reclamar, nenhum dos dois tinha a menor idéia do que eu sentia. Eu nunca disse pra ninguém.

Assim também eu perdi o contato com meus amigos do Ensino Médio. Às vezes ainda falo com um ou outro no mas só os vejo se nos esbarrarmos por aí. Assim também não consegui nem estágio nem emprego que me pagasse, só monitorias voluntárias e um cargo de Apoio técnico num congresso. Meu currículo é melhor do que o da maioria dos meus colegas. Mas eu não corri atrás. Eles sim. Ele conseguiram estágios ótimos e recebem até bem.

Essa semana eu tomei uma atitude. Normal, de vez em quando eu acabo tomando uma pra variar. No caso eu comprei um uma revista sobre desenho. Pra melhorar minha técnica. Se eu tivesse praticando desde o ano passado quando desenhei aquela acima, eu talvez nem precisasse. Mas o importante foi quando eu estava olhando alguns antigos cadernos de escola à procura de inspiração (sempre que eu tenho uma idéia eu acabo escrevendo em um caderno velho) e folheando um caderno do 2º ano, eu vi minhas anotações, os títulos que eu sempre meio que desenhava as letras só pra que ficasse chamar atenção pra ver se eu estudava depois. E vendo isso, eu fui me lembrando dos amigos, das matérias dos professores e de tudo.

Fiquei nostálgico e escrevendo o texto eu vi a foto da formatura da 8ª o que me deixou mais nostálgico ainda. E refoçou a idéia que me fez escrever esse texto. Eu preciso mudar isso, minha vida foi boa até aqui mas podia ter sido muito melhor se eu não exitasse tanto, de não me faltasse tanta atitude.

Eu sei que só escrever esse texto não vai mudar o que sou, mas espero que fique como um marco, um ponto para o qual eu olhe sempre que fraquejar. Talvez não funcione, talvez eu acorde amanhã com vontade de apagar esse texto, mas eu tinha que escrevê-lo. É tão raro eu tomar alguma atitude que mesmo que seja ruim ou inútil é melhor eu fazê-la. Pelo menos pra praticar, sabe?

Férias

segunda-feira, 7 / julho / 2008

Sim, eu sobrevivi. E não sei por que, mas acho que maionese combina com tudo. Pelo menos com tudo que sou capaz de produzir na cozinha. Quer dizer, eu nunca experimentei com Lamen. Fica pra próxima.

Bem, eu tô de férias e por isso eu tô com tempo para escrever. Bem, agora o que escrever é o problema. Não é que nada esteja acontecendo. Eu estou fazendo um curso de férias e vô trabalhar num congresso de que vai ter por aqui.

Aliás eu tô empolgado com esse congresso, pois eu vou fazer parte do apoio técnico. Logo eu que destruí metade dos computadores que tentei consertar. Tá certo até hoje eu só tentei consertar dois computadores (o meu e o de um parente) e o meu continua funcionando que é uma beleza. Enfim se não sair fumaça tá bom.

Apesar disso eu tô com muito tempo livre. O inglês é só de 2ª a 4ª e o treinamento pro congresso é só uma vez por semana. Assim eu tenho pensado em viajar. Sem grana eu só vou até Mosqueiro ( um bélissimo balneário com água turva e poucos coliformes fecais), o que é ruim. Se meus amigos souberem, minha reputação vai ficar manchada pro resto da vida.

Enfim, tô entediado.

Então vou ver se acho alguma coisa pra fazer ou posso terminar um dos milhares de rascunhos de posts.

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Mixto Quente a la improvisation

quarta-feira, 2 / julho / 2008

Ingredientes:

  • 1 pão francês;
  • Presunto
  • Queijo Ralado
  • Maionese
  • Margarina

Modo de Preparo:

Corte o pão, passe margarina em uma banda e maionese na outra. Coloque então o presunto e por cima deste coloque o queijo ralado. Junte tudo, coloque naquele troço de fazer mixto e depois coma a vontade.
OBS: É sempre bom ter Coca-Cola ou qualquer outro liquido pra ajudar a descer.

Falando sério, eu comi isso há uns cinco minutos. Até agora meus batimentos continuam normal e meu estomago tá ok. Pra quem chegou esfomeado e só tinha isso na geladeira, é uma ótima dica. Pode não parecer mas fica gostoso. Agora só falta saber se sobrevivo até amanhã.

Ps: Esse post aconteceu porque eu já tô cheio de fazer posts dizendo “Voltei!”. Qualquer dia eu digo o que aconteceu nesse tempo. Ou não. O importante é que estou de férias e sem grana pra viajar, ou seja, muitos posts estão por vir.

T+