Desobstruindo a pauta

quarta-feira, 5 / setembro / 2007

Tá, eu devia estar contando a história da Venezuela, porém aconteceu o que eu mais temia… Eu esqueci de quase todos os micos que paguei por lá, e conseqüentemente, fiquei sem história para contar. Sim, fiquei mesmo, pois a parte mais interessante foram justamente eles, os micos. Os que eu lembro ficaram meio sem graça, pois só podem ser entendidos dentro do meu contexto diário.

Um exemplo, seria a minha rotina de sempre tropeçar no mesmo degrau do hotel em que eu me hospedei. Bem, com certeza você, caro leitor, no máximo deve ter esboçado um leve sorriso amarelo e ainda assim só para não perder a amizade. Claro que sabendo do contexto, o pessoal da universidade riu até demais. Eu poderia tentar explicar, mas sejamos sinceros, piada explicada perde a graça.

Assim criou-se um dilema, pois eu tinha assuntos novos para postar, mas não queria fazê-lo sem antes terminar a série sobre a Venezuela. Logo, fiquei sem postar, pois não consigo lembrar-me de nada muito relevante. E incrivelmente é justamente nessas horas que surge cada idéia de post… Então para resolver esse impasse, aí vai um micro-resumo da aventura, em tópicos para economizar parágrafo. E se eu me lembrar de mais coisas, prometo solenemente postar. Mesmo porque oficialmente eu não encerrei a série sobre a Venezuela. Enfim aí vai:

  • Chegando em Boa Vista, fomos diretos do aeroporto para a rodoviária para comprar a passagem para Puerto La Cruz. Tava fechado, passamos o resto da noite num hotel em frente e logo de manhã compramos passagem e pegamos o onibus.
  • 20 horas e 40 barreiras Guarda Nacional Venezuelana depois, estávamos em Puerto La Cruz. Daí foi só esperar a balsa (que se atrasou 2h, saindo lá pelas 10h) e 4h depois, aportamos na famosa Isla de Margarita. Quando finalmente chegamos em um hotel com vagas, já era 16h, mal deu tempo de dar uma volta nas no quarteirão e comer um almoço/ janta em um restaurante local, vendo Chaves.
  • No outro dia, eu o tio fomos à praia. Ser brasileiro num lugar cheio de gringo é ruim por isso, a gente pechincha e os gringo vão com dinheiro na mão. Preciso dizer quem recebe melhor tratamento? Bem nesse dia minhas reservas ficaram escassas e eu não comprei mais nada a  partir de então.
  • Dia de voltar. Como não foi uma viagem bem planejada, já tínhamos planejado ficar pouco tempo.  Como a passagem de Manaus para Belém já estava comprada, restava-nos chegar até Manaus.  Bem,  dessa vez a balsa atrasou 5h e perdemos o ônibus para Boa Vista. Então não restou alternativa à nós senão fazer um itinerário errante pela Venezuela, indo de cidade em cidade em cidade de ônibus até chegarmos em Santa Elena, de onde pegamos um táxi até a fronteira. Por cerca de R$25,00 que, ironicamente, não dá para ir da minha casa até ao aeroporto daqui.
  • Na fronteira, algumas carimbadas e estávamos no Brasil. Também foi barato (mas não tanto) chegar até Boa Vista, e teria sido uma ótima viagem se não fossem os buracos (que para minha vergonha, são praticamente inexistentes na Venezuela) e um singelo cochilo do taxista. Bem, milagrosamente chegamos ao aeroporto a tempo de pegar um vôo para Manaus (se bem que pela quantidade de passageiros embarcados, é bem provável que se ligássemos para o aeroporto o avião nos esperaria) e de lá, pegamos o vôo para Belém.

E fim. Tá beem resumido, mas como eu disse, depois eu conto…