“Fui picado por uma abelha” e outras histórias

Terça-feira, 27 / Janeiro / 2009

Há muito tempo atrás, ou nem tanto assim, afinal tenho apenas 20 anos, e há muito tempo atrás eu simplesmente não existia e nem ao menos era cogitado, aliás, sabendo que sou fruto de gravidez não planejada, eu desconfio que sequer fui cogitado realmente, apenas aconteci. Onde eu estava? Ah, sim, há um tempo atrás, que não foi ontem nem anteontem, nem ano passado nem… Ah, já estraguei esse parágrafo!

Novamente, quando eu estava no primeiro ano do ensino médio (tô no terceiro da facul… Façam as contas!), eu morava no interior, e ocorreu que no meu colégio de haver uma feira cultural. E ocorreu que a galera teve a idéia de fazer as barraquinhas com teto de palha, e como era interior e 90% dos meus colegas de turma haviam crescido na roça, ir buscar a palha na mata absolutamente não era má ideia. Na verdade era uma boa ideia, o erro foi me levar junto. Eu. Um cara que cresceu na cidade grande* jogando video game. Sinceramente, tinha como dar certo?

Enfim, estava eu na floresta densa no profundo âmago da Amazonia e… Ok, nem era tão densa assim. Na verdade eu fiquei o tempo todo na trilha, que era larga o suficiente para eu achar o caminho de volta mesmo se estivessemos a meia-noite em dia de lua nova debaixo de um temporal. Mas veja bem, eu cresci numa cidade que só tem ávore no centro**, e eu morava no subúrbio. Então o fato de ter batido em uma caixa de maribondos*** não foi tão surpreendente assim.

Cheguei em casa com cinco picadas na orelha, meio com febre e em uma caçamba de caminhão. Minha mãe pareceu-me um pouco chocada. Mas no outro dia eu levantei e fui pra feira do colégio e tudo transcorreu sem maiores problemas, exceto por ter encontrado minha ex-namorada por lá. Lidar com ex é difícil, ainda mais pra mim, que não sabia lidar com ela nem enquanto a namorava, mas eu levei a situação num boa, até disse um “oi, tudo bem?”, na verdade só a citei aqui, para que o parágrafo chegasse até o final.

Então, onde entra a abelha? Entrou hoje, provavelmente pela janela e pousou no chão da sala perto do computador. Sem que eu a visse, pisei nela. Sim, em plena cidade, num apartamento no terceiro andar. E quer saber, tá doendo. Muito. E eu tô mancando. E eu tava planejando ir no Fórum Social Mundial amanhã, mas tipo, se eu não conseguir andar será meio difícil, eu acho… E eu já paguei… Sim, estou com raiva, muita raiva. Mas não exatamente de quê… A abelha tá morta mesmo.

Notas:****
*
Belém não é uma cidade tão graaande assim, mas também não é qualquer município. Quer dizer, 3 milhões de pessoas se esbarrando em espaço limitado dá um certo status, sabe?
**
Ouvi falar que isso só acontece aqui em Belém, tipo é até engraçado, fora do centro é aquele sol de rachar e no centro fica aquele clima europeu. Mas as árvores tem seu lado ruim também, o prejuízo que há com as quedas de mangas em parabrisas  é tão grande que rola uma lenda de que a manutenção das árvores é mantido com os impostos advindos das oficinas que trocam parabrisas.
***
Maribondo, um bicho tão pervesso quanto a abelha, só que mais feio e incapaz de produzir mel.
****
Tive a idéia de colocar essas notas logo após perder o primeiro parágrafo por explicar minhas explicações. Eu já vi notas em outros blogs e acho que vai funcionar bem por aqui. Tipo em vez de parar para explicar, eu ponho uma nota e explico depois, aí eu não perco minha linha de raciocínio  e talvez tenhamos posts melhores.

Falta de Atitude

Sexta-Feira, 15 / Agosto / 2008

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Uma coisa que eu sempre gostei foi desenhar. Não que eu saiba desenhar. Quer dizer eu até sei mas num sou muito bom. Tá dentro do meu Karma de ser mediano. O Humor também não á algo em que me destaque. Na tira acima eu se muito bem que só consigo um sorriso tímido. Mais por reconhcimento do meu esforço do que pela piada em si.

Mas eu estou me desviando do que eu quero dizer. E o que eu quero dizer é que descobri uma excessão ao meu Karma. É, existe algo em que não sou mediano, não, eu sou péssimo, péssimo em tomar atitudes. E o principal motivo de ser péssimo é porque eu raramente tomo alguma atitude em relação a nada na vida.

Eu sempre soube que eu era o culpado pela maior parte dos meus problemas, mas finalmente estou me dando conta que o fato deles ainda não terem sido resolvidos é também minha culpa. Ou melhor, é culpa da minha falta de atitude, quer dizer, dá na mesma, não? Olhando por esse lado, talvez esse meu Karma de ser mediano em tudo se exista apenas porque me faltou atitude pra melhorar.

Agora, pensando nisso, eu vejo a foto da minha turma de formando da 8ª série. Eu não lembro nome de metade das pessoas da foto. Mas eu lembro muito bem da garota sentada em frente a mim, que se chamava Delisangêla. Eu lembro que ela morava perto da minha casa e lembro que voltávamos quase todos os dias juntos. Ela não era lá muito bonita, mais era bem simpática, e até rolava um clima entre a gente, mais eu nunca investi nem tentei nada.

Ao meu lado direito, estava Vítor Hugo, meu melhor amigo daquele ano. Basicamente a nossa amizade começou porque eu era novato na turma (tinha acabado de me mudar de cidade) e como todos achavam que ele era gay, acabamos fazendo um trabalho juntos simplesmente por exclusão. Foi tão legal que ficamos amigos, mesmo eu tambem pensando que ele era. Depois, quando fui na casa dele, eu acabei percebendo que ele era como eu, gostava, mas faltava algo que impedia de chegar junto.

Ele descobriu esse algo durante as férias de julho. Pouco depois eu fui com ele ver uma ótica que fabricava lentes de contato. Ele tinha decidido comprar pela primeira vez. E foi ele que sugeriu que eu também comprasse. Ele teve atitude e se tornou popular. Eu? Só tive a mesma atitude 5 anos depois, no início deste ano. A 8ª série acabou, sobrou uma foto de formatura, e acabei perdendo tanto a possível 1ª namorada, como um grande amigo. Faltou-me atitude pra mantê-los e não vi ela desde a formatura e ele eu só vi uma vez no ano seguinte.

No 1º ano na nova escola, eu conheci Aline. Ela era esquisita, cdf, e todos caçoavam dela. Ah, ela também gostava de Legião Urbana. Pareciamos feitos um para o outro. Mas eu nunca teria tido atitude se um amigo meu não tivesse me “empurrado”. Então eu pedi pra namorar com ela por telefone. Ela não deve ter sentido muita firmeza, e demorou a responder, mas aceitou. 2 semanas depois nós nem nos falávamos mais. E nenhum dos dois sabia o porquê.

Se eu já não tive muita atitude com Aline, piorou depois. Eu vi meu melhor amigo ficar com a garota que eu gostava e não pude fazer nada. Nem reclamar, nenhum dos dois tinha a menor idéia do que eu sentia. Eu nunca disse pra ninguém.

Assim também eu perdi o contato com meus amigos do Ensino Médio. Às vezes ainda falo com um ou outro no mas só os vejo se nos esbarrarmos por aí. Assim também não consegui nem estágio nem emprego que me pagasse, só monitorias voluntárias e um cargo de Apoio técnico num congresso. Meu currículo é melhor do que o da maioria dos meus colegas. Mas eu não corri atrás. Eles sim. Ele conseguiram estágios ótimos e recebem até bem.

Essa semana eu tomei uma atitude. Normal, de vez em quando eu acabo tomando uma pra variar. No caso eu comprei um uma revista sobre desenho. Pra melhorar minha técnica. Se eu tivesse praticando desde o ano passado quando desenhei aquela acima, eu talvez nem precisasse. Mas o importante foi quando eu estava olhando alguns antigos cadernos de escola à procura de inspiração (sempre que eu tenho uma idéia eu acabo escrevendo em um caderno velho) e folheando um caderno do 2º ano, eu vi minhas anotações, os títulos que eu sempre meio que desenhava as letras só pra que ficasse chamar atenção pra ver se eu estudava depois. E vendo isso, eu fui me lembrando dos amigos, das matérias dos professores e de tudo.

Fiquei nostálgico e escrevendo o texto eu vi a foto da formatura da 8ª o que me deixou mais nostálgico ainda. E refoçou a idéia que me fez escrever esse texto. Eu preciso mudar isso, minha vida foi boa até aqui mas podia ter sido muito melhor se eu não exitasse tanto, de não me faltasse tanta atitude.

Eu sei que só escrever esse texto não vai mudar o que sou, mas espero que fique como um marco, um ponto para o qual eu olhe sempre que fraquejar. Talvez não funcione, talvez eu acorde amanhã com vontade de apagar esse texto, mas eu tinha que escrevê-lo. É tão raro eu tomar alguma atitude que mesmo que seja ruim ou inútil é melhor eu fazê-la. Pelo menos pra praticar, sabe?

Ódio

Segunda-feira, 9 / Junho / 2008

Há um ou dois posts engatilhados que eu queria publicar, mas vão ser adiados. Porque hoje eu tô com ódio. Assim, em negrito e sublinhado, pois o FDP realmente merece ser odiado.

Deixa eu explicar, eu estou em um período meio complicado, se antes eu não postava por pura preguiça, hoje eu não posto por não ter tempo mesmo. Neste exato momento, eu tenho 3 trabalhos pendentes (um em java pra amanhã e outro em Small Talk pra depois de amanhã e um de física 2 pra semana que vem), além de provas do fim do semestre. Então, eu já não ando no melhor humor do mundo, e eis que hoje eu tinha uma prova.

Só isto já valeria um post, agora acrescente que é a prova do professor mais FDP que eu já vi. Tipo o cara dá a mesma matéria que vimos no Ensino Médio, e ainda resume o assunto, presumindo que vamos todos estudar pelo livro de referencia do curso. Ok, o certo seria esse, mas o caso é que eu tô vendo 7 disciplinas esse semestre. Não dá pra estudar 7 matérias e viver ao mesmo tempo, então obviamente eu elegi prioridades, como Estrutura de Dados 2, e não-prioridades como a do dito-cujo. Cara, imagina para o que servirá no meu currículo colocar “excelentes notas em matemática discreta”. Nada.

Então, explicado a pouca utilidade da matéria e a completa inutilidade do professor, o maluco ainda acha de fazer provas extremamente trabalhosas. Pior, acho que nem ele sabia resolver aquilo. E nesta o desgraçado disse que seria de marcar (na pior das hipóteses, vai tudo C e “Cja” o que deus quiser), mas na hora não era. E mais, pra piorar o ar-condicionado pifou, e em vez de cancelar a prova ou no mínimo mudar de sala, ele passou a prova mesmo assim. Pra ter idéia do calor que estava basta lembrar eu moro em Belém, muitíssimo perto da linha do Equador e temperaturas médias em torno de 35 graus.

Tipo é difícil pensar enquanto seu cérebro derrete dentro de uma estufa. Meu rendimento que já seria baixo (a prova foi daquelas) ficou pior. Tipo foi como receber um sopro de vida quando saí de lá, mas é terrível saber que não tenho muitas chances nesta matéria.

E é isso, eu vou parando por aqui, ainda tenho 3 trabalhos pra fazer, depois eu conto sobre o que isso vai dar.

T+

Nostalgia

Sábado, 15 / Março / 2008

Hoje é aniversário de uma amiga minha. Eu a conheço desde o segundo ano do ensino médio, mas só ficamos amigos mesmo no ano seguinte. Não sei bem o porquê, mas depois que eu passei o tradicional recado de aniversário pelo orkut, eu comecei a pensar sobre como o tempo passou nestes dois anos desde que eu concluí o 2º grau.

Tipo, todos nós nos distanciamos. Essa amiga, é a única com quem ainda tenho certo contato e ainda assim, são apenas conversas esporádicas no MSN. Eu sei que ela passou no vestibular do meio do ano passado, numa boa universidade particular daqui, sei até o curso! Quanto aos outros, bem, sei que um está fazendo medicina no interior do estado, e outro faz Engenharia da Computação aqui na capital Ano passado eu encontrei por acaso com outra amiga e soube que ela estava fazendo um curso livre de francês. Tinha um amigo que queria fazer o mesmo curso que eu, mas eu nunca mais falei com ele. Isso eu sei por causa das conversas pelo msn, a maioria foi no ano passado mesmo. No início deste ano ainda conversamos tentando marcar um dia pra reunir todos, mas não deu certo.

Tudo bem, isso é natural, sabíamos que nos separaríamos depois do vestibular, e que cada um seguiria com sua vida. Acho que é esse o problema. Eu não sinto minha vida prosseguindo. Quer dizer, eu moro na mesma casa, ainda uso os mesmos óculos (apesar de que agora uso lentes sempre que saio), falo do mesmo jeito… Enfim, parece que só o meu cabelo deixou de ser vermelho. E voltou a cor natural, apesar dos meus planos de colocar uma outra cor.

Acho que esse é meu pior defeito, eu vivo esperando que as coisas mudem e quando isso acontece, eu não estou preparado pra elas. Por isso vivo perdendo oportunidades. Seria tão bom se pudéssemos pegar um defeito e deletá-lo de vez, não? Fazer o que, pelo menos escrever aqui me fez sentir bem melhor, eu devia fazer isso mais vezes! No fundo, eu acho que mudei sim, apenas não percebi o quanto.

Férias de Caipira

Quarta-feira, 6 / Fevereiro / 2008

E tipo houve umas férias em familia. E tipo que a gente foi pra uma cidade mais ou menos perto daqui, umas cidade que tem praia, praia de mar*. Ficando em hotel, bom hotel, recomendaria a um amigo se hospedar lá.

Acontece que quando fui tomar banho, encontrei um chuveiro elétrico. Sim eu sabia que era um chuveiro elétrico, afinal nasci em Belém e já faz mais de 10 anos que a cidade foi eletrificada! Enfim, apesar disto, eu não tenho muito contato com chuveiros elétricos, por aqui nunca são muito necessário já que a temperatura media daqui gira por volta dos 35º, no inverno!

Então, apesar da cidade ter uma temperatura mais amen, o fato é que pra mim não era necessário um chuveiro elétrico. Mas mesmo assim resolvi experimentar. E talvez por falta de costume, eu não achei uma experiencia muito agradável. Pra ser sincero, aquela bosta só faltou derreter minha pele, putz, parecia metal liquido!

E o pior é que eu não encontrei a porcaria do botão pra diminuir a temperatura. Muito menos pra desligar. Assim eu desliguei o chuveiro, esperei esfriar, liguei me molhei, então esquentou e eu tive que repetir o processo (desligar-esfriar-ligar-esquentar) umas 15 vezes até conseguir me lavar completamente. Um tanto cansativo, eu diria.

Claro que depois eu descobrir como desligar aquilo, mas regular que é bom… Pois eu até queria uma agua morna, mas só tinha lava! E claro que eu virei tipo um ET por lá já que eu era o único que tomava banho frio. Mas eu num conseguia entender como é que as pessoas aguentavam banhar-se em chumbo derretido e ainda me zoar por não fazer isso tambem.

Enfim provavelmente a água nem era tão quente, provavelmente dava pra desligar e provavelmente eu sou só um caipira por dentro.

Droga!

*Praia de mar, pode parecer pleonasmo, mas é que aqui no Pará temos um litoral pequeno, em relação com seu tamanho, então é comum tambem tomar banho em rio. E muitos rios tem suas margens arenosas, aí tambem colocam umas barraquinhas e depois uns vendedores de picolé e tcharam, uma praia de rio. Então para diferenciar costumamos dizer praia de mar pra diferenciar ambos.

Decidido

Sexta-Feira, 18 / Janeiro / 2008

Em 2003, eu tinha 14 anos, estava na última série do ensino fundamental. Nessa época, um amigo me chamou pra ir numa loja onde vendia lentes de contato. Eu até gostava de usar óculos na época, mas como eu morava no interior, não tinha nada melhor pra fazer e fui lá. Olhei um pouco mas na época eu gostava muito de ter um ar intelectual e não escolhi nada.

Passado algum tempo meu amigo apareceu com as lentes que escolhera. Com uma cor exótica eu achei estranho. E não fui o único, mas depois de umas semanas realmente ele conseguiu causar o efeito que desejava, e realmente ele conseguiu uma certa popularidade. Então ele sugeriu que eu também experimentasse usar. “É talvez… Vou pensar nisso!”, falei eu.

Então, um tempo depois, eu me decidi que ia usar, marquei uma consulta, tirei umas dúvidas e encomendei um kit de lentes descartáveis. Leva de 10 a 15 dias pra ficar pronta, então até o final do mês eu vou finalmente seguir a sugestão do meu amigo da 8ª…

Essa é uma característica minha, eu posso demorar bastante pra me decidir (uma semana, um mês ou, no caso, quatro anos) mas quando decido, não nada que me faça voltar atrás! Exceto se der errado. Eu posso levar um tempo pra perceber, mas se tiver errado eu assumo e corrijo… eu acho, não sei, ainda tenho que decidir isso.

Eu prometo, tu prometes… eu cumpro?

Segunda-feira, 7 / Janeiro / 2008

Ok, chegou a temida hora de fazer as promessas pro próximo ano. Na verdade pode se dizer que já estamos no “próximo ano” no qual essas promessas que prometerei deverão se cumpridas, mas como ainda estamos em Janeiro, acho que posso prometê-las ainda.

Eu demorei a escrever este post por um motivo bem simples: preguiç eu não fui muito bem com as promessas do ano passado. Não adianta procurar no arquivo, eu comecei a postar nesse blog apenas 28 de janeiro. A antiga versão do blogger (sim eu comecei por lá em 2006) tampouco contém posts de resoluções de ano novo. Quer dizer tinha um post onde eu comentei sobre metas na minha vida (como aprender a dirigir, arrumar trabalho, etc). Mas as promessas que eu fiz mesmo foram:

  1. Arrumar emprego;
  2. Aprender a dirigir;
  3. Sair de casa;
  4. Comprar um carro;
  5. Arrumar uma vida social;
  6. Perder Timidez;
  7. Comprar todas as temporadas de Friends.

Admito que algumas dessas eram tolas, outras eram idiotas e alguma ainda eram estúpidas. Mas bem pelo menos a última eu consegui cumprir totalmente. A 1 foi parcialmente cumprida com as monitorias que participei, as 5 e 6 também pois hoje eu posso não ser uma figura conhecida nas noites de Belém, mas já saio de casa às vezes.

Já 2 podia ser cumprida, mas o máximo que eu fiz foi comprar uma daquelas revistas com o código de transito e as plaquinhas. A 3 eu percebi a tempo que não era a hora ainda. A 4 eu desisti motivado pelo meu saldo bancário.

Agora sim, depois de prestar contas, das antigas, posso fazer novas:

  1. Aprender a dirigir (tem um CFC a um quarteirão e meio de casa, é uma questão de honra agora)
  2. Arrumar um estágio que pague alguma coisa. (Por que estágio é mais fácil que emprego normal)
  3. Ser mais responsável nos estudos (eu não passei o 3º me matando de estudar para depois passar raspando)
  4. Ah sei lá… Atualizar o blog pelo menos uma vez por semana (por que eu não consigo pensar em mais nada)

Enfim são menos promessas mas ainda assim são difíceis, pois são novas responsabilidades, e eu não gosto muito de responsabilidades. Mas putz, esse ano eu fazer 20 anos e não quero perder tempo.

Ufa, já foi o post de resoluções. Agora só falta a retrospectiva 2007 e o aniversário de 1 ano do blog no fim do mês. Depois tem a cobertura do carnaval enfim estrearemos a nova grade de programação de 2008. :P

A viagem, parte 2: One day on Manaus!

Quarta-feira, 22 / Agosto / 2007

Continuando de onde parei vamos para o próximo dia, quando cheguei em Manaus…

Dia 8 de Agosto de 2007

O avião finalmente desceu. O combinado era que uma prima de 2º grau. (eu não conheço muito o ramo amazonense da família mas tenho quase certeza que ela é prima da minha mãe), porém mal eu chego, ainda no salão de desembarque, eu ligo meu celular e logo ele toca. Era justamente minha mãe, dizendo que, a prima de 2º grau não iria, mas sim outra prima, de 3º grau eu acho.

Bem, a prima de 2º grau eu até conhecia, pois ela vem aqui em Belém vez ou outra (às vezes com a neta ou a filha, que eram tudo o que eu sabia sobre a família no Amazonas). Já a Prima 3º grau era totalmente desconhecida para mim pois só veio aqui uma vez. E eu estava meio que dormindo e não me lembrava de nada exceto de um cabelo loiro.

E foi mais ou menos pelo cabelo que a reconheci. Pois talvez até houvesse outra loira esperando alguém no aeroporto. Mas não acenando daquele jeito. Ela quase pulava em minha direção. Até que eu concluí que só poderia ser ela, pois minha família nunca foi discreta (eu devo ser o mais discreto e ainda assim pintei o cabelo de vermelho). Então fui falar com dita-cuja, só para traqüilizá-la que já tinha chegado.

Entre o vidro que separa o saguão de desembarque e o saguão principal do aeroporto eu expliquei que iria só pegar a minha mala (aquela mesma mala/mochila/casco de tartaruga ninja). Como era lógico e previsível, minha mala/mochila/casco de tartaruga ninja foi uma das últimas a vir pela esteira.

Depois, eu só tive que tomar cuidado para não bancar o primo babaca babando diante da prima gostosa (e consegui não cometer nenhum mico, não sei como! Acho que foi o sono…) e esperar meu tio chegar. Deu até pra lanchar e depois conversar com minha prima. o meu vôo era direto e saiu uma hora e 15 minutos antes do vôo do meu tio, que além de tudo fez uma escala em Santarém. Duas horas e meia depois finalmente ele chega em Manaus. E já era 2h local (3h em Belém) quando cheguei na casa da Prima de 2º grau onde passei o resto da noite.

De manhã a gente foi no terminal e como algo tinha que dar errado a minha carteira de vacinação não foi aceita. Então lá fui eu procurar a ANVISA para tirar uma carteira de vacinação internacional.

No fim das contas, nós ficamos sabendo da situação lastimável do trecho Manaus – Boa Vista e como a diferença entre o ônibus e o avião era de apenas R$ 40,00 resolvemos ir para Boa Vista pelo ar.

Antes de ir eu, meu tio e Prima de 3º grau ainda demos umas voltas até a hora do vôo… Bem lá pela 11h30 da noite eu e meu tio pegamos o vôo para Boa Vista. Engraçado como o avião estava vazio (acho que nem metade dos lugares estava ocupado).

E no próximo capítulo… Finalmente a Venezuela! Aguardem

Eu ia colocar uma foto de Manaus mas tirei só fotos da família, pois tava sem cartão de memória e a máquina só aguenta 39 fotos sem cartão de memória. Pra num dizer que eu estou enrolando, aí vai uma foto que eu acho que tirei na balsa para a ilha de Margarita.

A viagem, parte 1: Antes de chegar…

Terça-feira, 21 / Agosto / 2007

Ufa, finalmente consegui chegar até aqui! Essa semana foi corrida para mim. Primeiro, a monitoria, já que faltei uma semana, tive que correr para acompanhar, depois o curso de inglês, que também já tinha começado, foi outra corrida… Além do curso de manutenção de periféricos, estágio, outra turma da monitoria, visita a minha vó, etc… Agora que eu já meio que resolvi tudo isso, vamos ao que interessa: a viagem!

Os planos

Essa viagem não foi muito bem planejada. Basicamente, eu estava em Ajuruteua (uma praia próxima daqui) quando meu tio que também estava lá falava dos planos dele de visitar a Venezuela, ainda nessas férias. E comentou que não queria ir só, mas a filha dele não estava afim de ir e conversa vai, conversa vem, ele acabou me chamando para ir com ele. Eu aceitei. Por isso não tive um plano muito elaborado para viagem.

Ele, por sua vez, tinha pesquisado algo e se informado mais. Mas ainda assim, na prática só tínhamos o objetivo de chegar a Isla de Margarita e uma leve idéia de como chegar lá (Avião para Manaus, depois ônibus para Puerto de La Cruz e depois balsa para a ilha).

Dia 7 de Agosto de 2007, terça-feira.

O início de tudo foi nesse dia, há duas semanas atrás, quando acordei eu já estava com o passaporte em mãos e a mochila arrumada, só faltava me vacinar e… comprar as passagens. Mas tudo bem, pois eu já sabia qual era o vôo que eu queria, pois a passagem da TAM era bem em conta na madrugada. E havia bastante vagas naquele vôo.

Infelizmente, eu não fui o único a deixar pra última hora e em meia hora, havia-se esgotado as vagas no avião. Meu tio já tinha sua passagem, mas eu não. Meia hora depois a solução: Eu iria em outro avião! Da GOL. Bem em termos de medo de voar foi como trocar de seis por meia dúzia, mas em aspectos práticos, significou que eu chegaria cerca de 2 horas antes.

Mas eu resolvi ir mesmo assim, e às 9h horário de Belém (que, por curiosidade é o mesmo de Brasília) eu saí de casa pois o vôo era às 11h e eu não queria arriscar, sabe? Logo estava eu, alguns familiares e minha mala/mochila/casco de tartaruga ninja no aeroporto Internacional de Belém. A pista é toda irregular e cheia de buracos, mas o terminal é lindo! Sério, tem até um chafariz dentro, além de todas aquelas loja caríssimas de sempre.

A minha mala/mochila/casco de tartaruga ninja era realmente imensa, tanto que nem pude levá-la comigo, tive que despachar como bagagem. A balança disse que tinha 12kg naquilo, e talvez por isso é que todos me acharam mais magro quando voltei. O caso é que eu estava levando todos os meus pertences (incluído passaporte, carteira, celular e máquina digital) nela, e por isso tive que andar pelo aeroporto com tudo aquilo na mão até chegar comprar uma revista e jogar tudo dentro da sacola.

Então eis que embarco e eis que o avião parte no horário certo. E o vôo foi traquilo, exceto quando eu li uma reportagem na revista falando sobre o acidente da TAM. E 5 minutos depois o avião entra numa leve turbulência. Medo, eu admito que senti muito nessa hora.

No próximo capítulo: Será que o avião vai chegar? E será que me perdi em Manaus? Será que… Ah, eu não sei fazer suspense! Aguarde o próximo capítulo apenas.

PS: Hoje não teve foto, porque obviamente eu não sou tão provinciano a ponto de tirar foto de aeroporto nem agencia de viagem e muito menos de posto de saúde. Grato pela compreensão.

Férias Frustradas?

Sexta-Feira, 3 / Agosto / 2007

Eu devo ter comentado que coisas simples se complicam comigo. Bem, eu estou querendo dar uma voltinha pela Venezuela. Isso não parecia tão complicado, já que a Venezuela entrou pro Mercosul e eu sabia que dava pra ir pra qualquer país do Mercosul apenas com a identidade.

Dava, do verbo não dá mais. Ou melhor, do verbo não dá ainda. Técnicamente a Venezuela faz parte do Mercosul, mas como a entrada é bem recente (no início desse ano), ainda não houve uma mudança na lei venezuelana e por isso ainda é necessário ter um passaporte para entrar na terra do tio Chavez.

Até aí tudo beleza, pois como aqui no Norte nós somos mais pobres, são poucos que pensaram em uma viagem internacional. Assim a fila da Policia Federal estava beeem light. A ficha foi preenchida pela internet, e eu só tive que dedar uma máquina e tirar uma foto. Aí foi era só esperar o passaporte chegar, pois agora ele é feito em Brasília e vem de avião pra cá.

E aí que ele ainda não veio, podia ter chegado a partir de segunda, o prazo máximo era até hoje. E nada do e-mail de confirmação. Eu estou torcendo para que tenha sido um erro no sistema de envio e que meu passaporte esteja lá quando eu for buscar.  Mas como nada é simples, há uma boa possibilidade de ter dado algum problema com alguma documentação minha. Provavelmente o meu certificado de dispensa, já que eu nunca fui pegar a carteirinha que eles dão.

E por isso eu não tenho postado, já que eu esperava fazer uma “cobertura especial” direto da Venezuela, de surpresa, quando já estivesse por lá. Agora já era a surpresa, mas eu ainda planejo postar a viajem, e quando conseguir meu passaporte, eu posto aqui algum mapinha mostrando o trajeto que devo seguir.