E Acabou

sexta-feira, 25 / novembro / 2011

E era legal. E era bonita. E por algum tempo gostei muito dela. Mas era previsível, pela segunda vez era tão previsível que ia acabar. A maior dica é que a música que mais tocava na minha cabeça nos último tempos, não era a tal da “nossa música”, mas sim essa:

Tédio. Não sei como, no fim das contas era isso o que se tornou. Eu poderia tentar discorrer sobre os defeitos que ela teria, mas não sou do tipo que precisa odiar alguém quando termina. Na verdade, eu bem que admito que errei bastante também. Me deslumbrei, não me impus quando deveria, não tomei atitude, me acomodei muito rápido.

A parte mais triste é que não houve fossa. Não houve horas e horas ouvindo Creep sozinho no quarto escuro. Meu maior medo mesmo era recomeçar. Não sou bom em começos, minha timidez me atrapalha muito nessa hora. Isso varia desde a gagueira até não saber se liga no dia seguinte ou espera três dias. Mas no final das contas, não valeu a pena. Não tive nem o gostinho de ouvir músicas deprês. Só alívio e talvez uma certa irritação.

E duas semanas depois, fui à melhor festa de Halloween da minha vida, e conheci alguém sensacional. É cedo demais pra saber se é a garota. É cedo demais pra me empolgar. Mas é legal arriscar. Se der tudo errado, ficar complicado, se eu ficar triste, bem, eu coloco essa música:

E vou lembrar que enquanto eu tiver me movendo, tudo estará bem. A estagnação e o tédio é que devem ser meus inimigos.

Você chega, e tenta passar indiretas tão discretas quanto for possível. Tenta dar uma impressão de “Take Me Out”, passando codificadamente a seguinte mensagem:

So if you lonely/ You know I’m here waiting for you…

Parece legal e nada forçado. Se ela não tiver nenhuma alternativa melhor, você tá lá, de bobeira, disponível, sabe? E que seria muito divertido se sei lá, pra dar uma variada ela topasse tentar algo. Mas junto com esta mensagem ela vai ouvir:

But I’m a creep/ I’m a weirdo!

Vai por mim, a não ser que realmente não tenha qualquer opção disponível, e esteja desesperada porque todas as amigas se casaram e todos os ex-namorados tornaram-se gays, e o emprego estiver mal e ela tenha visto um vídeo esquisito e recebido um telefonema estranho em seguida, ela vai querer alguém se contente em ser a última opção.

Burrice…

sexta-feira, 19 / agosto / 2011

Dizem que é necessário saber rir de si mesmo para ser feliz. Se for verdade, eu devo ser muito, muito feliz.

Update (21/8)

Voltei de novo? Acho que sim. Tem pelo menos dois posts quase terminados aqui. Se vai rolar mais do que isso? Sei lá, mas tô com vontade. No dia que publiquei esse post aqui eu estava vasculhando meu arquivo. E, sinceramente, tem muita porcaria lá. Mas tem um ou outro post que me dá certo orgulho. E de qualquer forma é um registro da minha vida entre 2007 e 2008 que tenho aqui. Sério, vieram muitas memórias legais na minha cabeça das histórias que aconteceram nessa época. Porém 2009 teve poucos posts e 2010 menos ainda, então eu não tenho esse registro. Muita coisa legal que aconteceu, mas isso está apenas na minha cabeça, que para ser honesto, não é lá muito confiável.

Enfim, eu vou parar de enrolar e voltar ao post novo. Esse daqui era originalmente um rascunho de 2009, aparentemente coloquei a 1ª frase pra lembrar depois de escrever o resto, que deveria contar uma história super engraçada que agora eu já esqueci :P.

Ah voltei…

quarta-feira, 24 / fevereiro / 2010

Ok, eu pensei, cheguei a um decisão, e fui. E já voltei… Tô em casa desde sábado, pra falar a verdade… A viagem teve pontos altos e baixos, mas foi muito mediana, sabe? Talvez por isso que esteja tão desanimado para contá-la, se fosse péssima, eu pelo menos garantiria umas risadas…

Assim sendo eu vou ignorar o assunto. Aliás só tô postando para ver se eu consigo me reacostumar a blogar :P

Vivo ainda estou

quinta-feira, 11 / fevereiro / 2010

Putz, me toquei que faz mais de um ano que não escrevo aqui… Existe uns 15 rascunhos por  aqui, mas nada publicado (e nem publicavel). Minha vida mudou um pouco, perdi o orientador, consegui uma bolsa para ser o “cara do computador”. E acho que esqueci como blogar. Sério, nunca fui nenhum mestre das palavras, mas já tive tempos melhores.

Mas não foi para dar justificativa que escrevi aqui. Mesmo porque é fácil justificar. É só dizer Google Reader, Twitter e Falta de Tempo. Na verdade, eu só precisando desabafar um pouco um certo ódio que me consome, e num dá para colocar tudo em 140 caracteres. Não mesmo.

Seguinte, tá rolando uma viagem da familia para casa de um tio  que vive no rio. Eu não sou nenhum simpatizante de carnaval, folia, etc… Sim, eu sou um velho de 21 anos. Nem adianta argumentar. O fato é que eu e um primo meu ficamos por que somos Otários Ralé honestos e trabalhadores e portanto ficamos honestamente trabalhando. Então arrumaram que iríamos pro carnaval (eles estão desde o inicio do mês).

Ok, eu num tava muito afim e talz, mas depois acabei gostando da idéia, ia conhecer uma cidade nova. E eu não conheço o sudeste brasileiro, assim ia começar por um lugar famoso. Beleza, depois de um debate mental entre duas forças opostas (a incrível vontade de sair dessa cidade contra o já falado desprezo carnavalesco) eu realmente me empolguei, já que com ajuda de fones de ouvido e do laptop de segunda mão que minha irmã ganhou no meu aniversário (uma outra história, outro post talvez) eu poderia evitar essa parte chata  e aproveitar o resto da cidade, que com certeza ter algo de interessante. Uma abordagem semelhante tem salvado minha vida durante o círio.

Aí eis  que ontem minha liga dizendo algo como “Seguinte, visitamos todos os lugares mais fodas dessa cidade e gastamos todo o dinheiro e vamos passar o essa semana só na casa do teu tio, pois sái mais barato do remacar a passagem pra voltar antes. E se vocês ainda quiserem vir, beleza, tem espaço, mas vô logo avisando que vai ser bem chato!”. Não foram essas as exatas palavras que ela usou, mas foi essa a idéia geral. E viagem vai ser/seria amanhã.

Óbvio que ficamos fulos da vida. Após um período de reflexão (i.e. ele no msn e eu no twitter), decidimos ficar. Aí, hoje de manhã, advinhem, a minha mãe  liga dizendo justamente que seria muito melhor irmos, que não seria tão chato assim e etc. A essa hora meu primo já estava no trabalho e já havia dito que ia ficar por aqui e recebido trabalho extra para fazer… Logo, mesmo se quiser não poderá mais ir.

Quanto a mim, como trabalho na universidade e está rolando  um vestibular hoje, tive folga. Assim eu ainda estava decidindo se ia mandar um e-mail avisando da minha permanência ou se simplesmente apereceria amanhã por lá com cara “AhnQ?” quando recebi a segunda ligação. Então terei que ir só.

O problema de ir só? Bem digamos para conseguir uma passagem a preço acessível nas vésperas do carnaval tivemos que recorrer a uma promoção que requer algumas conexões e escalas que passaram por metade das capitais nordestinas e pela capital federal, em apenas 12 horas de “voo”. Sim na minha cabeça veio essa mesma imagem:

jr Kyle

E agora a decisão, vou ou não vou? ô questão difícil… Vou pensar ainda…

“Fui picado por uma abelha” e outras histórias

terça-feira, 27 / janeiro / 2009

Há muito tempo atrás, ou nem tanto assim, afinal tenho apenas 20 anos, e há muito tempo atrás eu simplesmente não existia e nem ao menos era cogitado, aliás, sabendo que sou fruto de gravidez não planejada, eu desconfio que sequer fui cogitado realmente, apenas aconteci. Onde eu estava? Ah, sim, há um tempo atrás, que não foi ontem nem anteontem, nem ano passado nem… Ah, já estraguei esse parágrafo!

Novamente, quando eu estava no primeiro ano do ensino médio (tô no terceiro da facul… Façam as contas!), eu morava no interior, e ocorreu que no meu colégio de haver uma feira cultural. E ocorreu que a galera teve a idéia de fazer as barraquinhas com teto de palha, e como era interior e 90% dos meus colegas de turma haviam crescido na roça, ir buscar a palha na mata absolutamente não era má ideia. Na verdade era uma boa ideia, o erro foi me levar junto. Eu. Um cara que cresceu na cidade grande* jogando video game. Sinceramente, tinha como dar certo?

Enfim, estava eu na floresta densa no profundo âmago da Amazonia e… Ok, nem era tão densa assim. Na verdade eu fiquei o tempo todo na trilha, que era larga o suficiente para eu achar o caminho de volta mesmo se estivessemos a meia-noite em dia de lua nova debaixo de um temporal. Mas veja bem, eu cresci numa cidade que só tem ávore no centro**, e eu morava no subúrbio. Então o fato de ter batido em uma caixa de maribondos*** não foi tão surpreendente assim.

Cheguei em casa com cinco picadas na orelha, meio com febre e em uma caçamba de caminhão. Minha mãe pareceu-me um pouco chocada. Mas no outro dia eu levantei e fui pra feira do colégio e tudo transcorreu sem maiores problemas, exceto por ter encontrado minha ex-namorada por lá. Lidar com ex é difícil, ainda mais pra mim, que não sabia lidar com ela nem enquanto a namorava, mas eu levei a situação num boa, até disse um “oi, tudo bem?”, na verdade só a citei aqui, para que o parágrafo chegasse até o final.

Então, onde entra a abelha? Entrou hoje, provavelmente pela janela e pousou no chão da sala perto do computador. Sem que eu a visse, pisei nela. Sim, em plena cidade, num apartamento no terceiro andar. E quer saber, tá doendo. Muito. E eu tô mancando. E eu tava planejando ir no Fórum Social Mundial amanhã, mas tipo, se eu não conseguir andar será meio difícil, eu acho… E eu já paguei… Sim, estou com raiva, muita raiva. Mas não exatamente de quê… A abelha tá morta mesmo.

Notas:****
*
Belém não é uma cidade tão graaande assim, mas também não é qualquer município. Quer dizer, 3 milhões de pessoas se esbarrando em espaço limitado dá um certo status, sabe?
**
Ouvi falar que isso só acontece aqui em Belém, tipo é até engraçado, fora do centro é aquele sol de rachar e no centro fica aquele clima europeu. Mas as árvores tem seu lado ruim também, o prejuízo que há com as quedas de mangas em parabrisas  é tão grande que rola uma lenda de que a manutenção das árvores é mantido com os impostos advindos das oficinas que trocam parabrisas.
***
Maribondo, um bicho tão pervesso quanto a abelha, só que mais feio e incapaz de produzir mel.
****
Tive a idéia de colocar essas notas logo após perder o primeiro parágrafo por explicar minhas explicações. Eu já vi notas em outros blogs e acho que vai funcionar bem por aqui. Tipo em vez de parar para explicar, eu ponho uma nota e explico depois, aí eu não perco minha linha de raciocínio  e talvez tenhamos posts melhores.

Desânimo

sábado, 10 / janeiro / 2009

Bateu o desânimo. Minha vida parece dar voltas num círculo que nunca sái do lugar. Todas as tentativas de se avançar em qualquer rumo fracassam uma após a outra.

Eu sinto que tenho apenas uma coisa que sei fazer, sei programar, e consigo me disciplinar e produzir com isso. Mas sempre vai ter aquela hora em que o cérebro cansa, o sono parece vir, porém se vai logo que deito, me deixando só com meus pensamentos, a princípio, sobre algo que tinha acabado de fazer, e alguns planos que tenho, mas uma eu começo a pensar no resto, o mundo além disso, e vejo que há apenas um vazio.

Eu até tento voltar ao que pensava antes, mas o vazio já contaminou meu pensamento, eu lembro por mais genial que seja o que quer que eu faça, não há amigos me apoiando, não há namorada para tentar impressionar, não há nada fora de mim que realmente me puxe para frente.

Eu levanto, digo para mim mesmo que isso é fome, vou à cozinha, como, não ressolveu. Ando em círculos pelo apartamento, ligo o computador vejo alguns blogs, são engraçados e eu ri, mas é um riso superficial, e dura pouco, logo estou de volta aonde estava, uma parte irônica de mim me diz que eu preciso de um escapismo melhor.

O pior é que há uma ponta de esperança que não me deixa desistir, não me deixa entrar em nenhum processo auto-destrutivo, nesse sentido, meu lado irônico se alia à esperança dizendo que melhor nem tentar pois com certeza não serei bom nisto também. Não, eu posso nem quero parar. Me resta apenas continuar e sempre continuar.

Continuar o quê? qual o sentido disto, para que seguir em frente? Por não ter escolha em última hípotese é o que me move, além de que minha ala esperançosa me diz que eu vou conseguir superar minhas dificuldades, que eu no fundo mereço a vida normal que tanto anseio. As vezes convence, mas em momentos como este, parece desespero  e um tanto de comodismo, esperar que melhore. Quero mudar, preciso mudar, mas o que eu tenho que mudar nem sempre é claro.

Penso e consigo vislumbrar os meus defeitos, mas qual tenho que mudar? Minha falta de convicção e certeza sobre quase tudo? Minha insegurança sempre presente? Meu nervosismo descontrolado? Meu desligamento à respeito ao mundo ao redor? Minha falta de assunto ou os assuntos sem graça que tenho? E como mudar isso? Isto é caracteristica da minha personalidade, faz parte de mim. Como posso lutar contra eu mesmo? Por mais que eu odeie ser do jeito que sou, é impossivel fugir de si próprio.

Seria mais fácil se amigos para mim fossem mais do que rostos sombreados do passado, que figuras do que poderia ter sido? Se meus relacionamentos fossem além quase? Meu círculo social está todo na minha imaginação, baseado em fragmentos de pequenos sucessos, que precederam fracassos posteriores, mas são sempre lembrados por aquela pontinha de esperança.

No final das contas, estou preso em um novo ciclo agora, o ciclo do desânimo, que já faz parte de mim, e está sempre em guerra contra minha esperança. Uma mudança se faz necessária para sair do lugar, e eu até me mexo dou alguns passos, mas quando me dou por mim, foi apenas uma volta aonde estava, e sigo assim, dando voltas e voltas e voltas…

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